Com redução de 75% para 55% em negativa familiar para doações, nos últimos dois anos, e aumento de 13,39% no número de transplantes realizados, quando comparados o primeiro semestre de 2018 e o de 2019, a Bahia avança na meta de redução das filas. Atualmente, o estado ocupa o oitavo lugar no ranking nacional de transplante e doação.

O avanço estatístico geral é resultado, sobretudo, do incremento de 64,7% em transplantes de rins e 15,6% nos transplantes de córneas, quando comparados os dois semestres. Ao longo do ano passado, foram registradas 133 doações de múltiplos órgãos e 518 doações de córnea; e foram feitos 49 transplantes de fígado, 206 de rim e 514 de córnea.

A coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Rita Pedrosa, explica que o direcionamento dos órgãos doados considera a fila de espera, mas é determinada pela conjugação de uma série de fatores.

No caso dos rins, por exemplo, há necessidade de uma compatibilidade imunológica entre doador e receptor, o que é indicado pelo HLA (antígeno leucocitário humano), então esse é o fator fundamental. Quando o fígado é o órgão em questão, Pedrosa esclarece que a gravidade da patologia do receptor é o elemento decisivo. Já para o coração, a compatibilidade em altura, peso e outros aspectos físicos é o mais relevante.

A coordenadora considera que a principal motivação para a negativa das famílias é a falta de conhecimento sobre o processo de doação e sobre a legislação brasileira, que afirma ser uma das mais rigorosas do mundo. Ela conta que, enquanto nos Estados Unidos basta um exame clínico para atestar a morte encefálica, no Brasil o protocolo exige a realização de dois exames clínicos e ainda um exame complementar, a exemplo do eletroencefalograma.

Pedrosa atribui a redução da negativa em 20% ao trabalho que tem sido realizado nas cidades do interior, com treinamento das equipes multidisciplinares dos hospitais e também dos agentes comunitários da atenção básica. Ela defende que a abordagem do tema precisa ir além da área de saúde, chegando às escolas, por exemplo. “O assunto devia ser inserido nas atividades curriculares a partir do ensino fundamental, mostrando os órgãos, levando transplantados para dar depoimento, tudo usando uma linguagem para a criança”, recomenda.

“Famílias que conversam sobre o tema antes são sete vezes mais propensas a doar os órgãos dos seus entes”, ressalta Pedrosa. Por isso, ela incentiva que a sociedade em geral fale sobre o tema, principalmente aqueles que querem fazer a doação de órgãos após a morte. Pedrosa pondera que como o tempo entre a constatação da morte encefálica e a deterioração dos órgãos é curta, muitas famílias acabam decidindo pela doação quando esse prazo já terminou.

Mesmo tão jovem, a filha da contadora Solange Alves, 52 anos, já tinha expressado o desejo de doar seus órgãos. Em junho de 2017, quando Alexia foi vítima de um acidente, aos 24, Solange não teve dúvidas quanto a autorizar a doação de todos os órgãos que fossem possíveis e também de pele. Mesmo o fato de a filha ter falecido em Natal (RN) não fez Solange hesitar sobre a decisão. Ela também se declara doadora e diz que já conversou com a família sobre o assunto.

Medula

Atualmente, a Bahia tem 178.932 pessoas cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). O volume é considerado bom pelo responsável pelo setor de transplante de medula do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes), Marco Aurélio Salvino. Ligado à Universidade Federal da Bahia, o Hupes é a única unidade pública baiana a realizar o procedimento. Salvino considera que o gargalo atual, em todo o País, para que os transplantes de medula aconteçam de forma mais rápida é a quantidade reduzida de unidades habilitadas para essa cirurgia.

O médico diz que raramente alguém cadastrado desiste da doação, mas é relativamente comum que a pessoa não seja encontrada nos contatos e endereço cadastrados. Ele recomenda que quem se cadastrou atualize os dados no site do Redome (redome.inca.gov.br). De acordo com a Fundação Hemoba, para se cadastrar no Redome é preciso ter entre 18 e 55 anos e gozar de boa saúde. O cadastro é feito com o fornecimento de dados pessoais e a coleta de 5 ml de sangue.

Setembro Verde promove ações de conscientização

Atualmente, na Bahia, 1.005 pessoas esperam por um rim; 639, por córneas; e seis, por um fígado. Em agosto de 2017, o músico Jean Batista, 46, era candidato a entrar na fila de espera, mas os transplantes de coração não estavam sendo realizados no estado, então ele foi para Recife.

Ele tinha 37 anos quando recebeu o diagnóstico de uma doença congênita no coração, no entanto os impactos à sua saúde só começaram a surgir alguns anos depois. Jean desenvolveu um quadro de inchaço no coração, levando o órgão a perder força progressivamente. Após ser internado numa UTI particular de Salvador, ele foi levado para uma unidade intensiva em Recife, onde ainda teve de esperar a recuperação dos pulmões, afetados pela deficiência no bombeamento do sangue, para entrar na fila de transplantes.

Após quatro paradas cardíacas e início de falência renal, ele recebeu o coração de um homem que morreu num acidente. Jean ainda teve de passar três meses em Recife, dois deles já fora do hospital, aguardando a conclusão da sequência de três biópsias necessárias para verificar a ocorrência de rejeição.

Ele conta que a primeira biópsia apontou rejeição, mas o tratamento medicamentoso conseguiu reverter o quadro e as duas seguintes foram normais. Atualmente, ele faz acompanhamento no Hospital Ana Nery, unidade referência de transplante de coração na Bahia, onde retira os medicamentos imunossupressores que precisa tomar.

Setembro Verde

O Setembro Verde tem seu ponto central no dia 27, quando é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, mas ações para conscientização e incentivo à prática são realizadas desde o início do mês.

O Sistema Estadual de Transplante, da Secretaria da Saúde do Estado, tem promovido feiras de saúde e montado estandes de orientação sobre a doação de órgãos e a prevenção de doenças que podem indicar um transplante. Também estão sendo feitos seminários para profissionais da área de saúde e instalados pontos de distribuição de material informativo, além de caminhadas em vias públicas e passeio de bicicleta.

As atividades finais do Setembro Verde em Salvador acontecem nos dias 27, 28 e 29 com a montagem de estande informativo na Praça da Piedade, Dique do Tororó e Farol da Barra, respectivamente. As ações são realizadas em parceria com Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia (Oceb) e a Associação Renal de Salvador.

Fonte: Atarde

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